segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A salamo a-leikom

Olá, queridas!!!
A expressão que utilizei de título para esta postagem é uma expressão árabe muito comum (áraque coloquial libanês).
"A salamo a-leikon" significa "A paz esteja com vocês".
Com isso começo a postagem de hoje, que será sobre essas expressões árabes comuns.
Então vamos lá...


ExpressãoTradução

Mash'Allah

vem de "Insha'Allah"que significa "Se Deus quizer", mas
é usada para expressar admiração

Smalla'Alik

Que Deus proteja você

Ta'álli

Venha aqui !

Márhaba 

Oi !

Ezaiák

Como vai ? (se pergunta para homem - no Egito)

Ezaík

Como vai ? (se pergunta para mulher - no Egito)

Habaiták

Eu te amei (mulher dizendo p/ um homem)

Baatreflik

Confesso para você (homem para mulher)

Sautek muftáh el janéh

Sua voz é a chave do paraíso

Kunti fin

Onde esteve você ? (a sugestão é "onde esteve
você toda a minha vida... uma côrte)

Kifak

Como vai ? (para homem - Líbano)

Kifik

Como vai ? (para homem - Libano)

Ya'Aini

Meus olhos

Núchkôr Állah

Graças a Deus !

Habib

Querido

Adêch ?

Quanto custa ?

Balêch

De graça (com o preço de algo)

Mich héle

Não é caro

Lech hêk ?

Por que desta forma ?

Jib khâbez

Traga pão

Isa bitrid

Por favor

Áfuan

Desculpe-me

Shuff

Veja (para homem) - "Shuffi" para mulher
Sabáh hel khéirBom Dia (as letras "kh" tem som de dois erres - "rr")
Maçal el kheirBoa Noite
Tcharráfna ktirMuito Prazer
BáyAC ibn árab?Seu pai é filho de árabe?
Menn uên báyAC?De onde é seu pai?
Kífel aele?Como vai a família?
Íssmi LeilaMeu nome é Leila
A salamo a-leikomA paz esteja com vocês
A leikom es salâmA resposta
Kífel hál?Como vão as coisas?
Chú?O que?
Adeich el seah?Que horas são?
Uên rayeh?Onde você vai?
Mín heda?Quem é este?
YálahVamos


Espero que tenham gostado!

(Fonte: http://www.khanelkhalili.com.br)

Smalla'Alik!!!!


Abraço,
Kahina Mahin.

A dança dos 7 véus

A Dança dos 7 Véus é muito antiga e sagrada. O véu, na verdade, "desvenda" a sabedoria. Espiritualmente, os 7 véus estão ligados aos 7 chakras em equilíbrio. A retirada e o cair dos véus, significam o "cair da venda", a consciência espiritual.

A dança dos sete véus é um dos mais famosos, belos e misteriosos ritos primitivos. Embora muita gente acredite que se trata da mais antiga versão do strip-tease, a dança não tinha um caráter exclusivamente erótico. Não era praticada em ritos de fecundação, mas pelas sacerdotisas dentro dos templos da deusa egípcia Ísis. A sacerdotisa oferecia a dança para a deusa Isis, que existe dentro dela, e lhe dá beleza e força. Realizada em homenagem aos mortos pelas sacerdotisas, em seus templos, que retiravam não só os véus, mas todos os adereços sobre o seu corpo, para simbolizar a sua entrada ao mundo dos mortos sem apego a bens materiais.

A dança dos sete véus pode ser realizada, também, em homenagem à deusa babilônica Ishtar, deusa da vida e da morte, do amor e da fertilidade. Segundo os babilônios, Ishtar descia ao mundo subterrâneo passando sete vezes por sete portais, deixando em cada um deles um de seus sete atributos: beleza, amor, saúde, fertilidade, poder, magia e o domínio sobre as estações do ano, representados pelos véus. Os véus nesta dança significam a decida da mulher ao seu mundo interior. São os sete mistérios da deusa Ísis (a mulher busca os mistérios para se espiritualizar).
Através da dança do ventre a mulher entra em contato com a sua Deusa Interior, localizada no útero. O desvendar dos véus, significa a descoberta dos seus chakras. Cada cor de véu corresponde a uma energia de um chakra. Os sete véus representam os sete graus de iniciação, os sete chakras corporais, as sete cores do arco-íris e os sete planetas. A retirada e o cair dos véus significa o cair da venda, despertando a consciência.
É a evolução espiritual. Realizada em homenagem aos mortos pelas sacerdotisas, em seus templos, que retiravam não só os véus, mas todos os adereços sobre o seu corpo, para simbolizar a sua entrada ao mundo dos mortos sem apego a bens materiais.
Na dança, a bailarina inicia com os sete véus amarrados no corpo, cada um de uma cor, correspondendo aos sete chakras. À medida que a bailarina dança, os véus vão sendo desamarrados um a um representando a abertura de cada chakra, a começar pelo chakra básico ou sexual e terminando no chakra coronário.

Os véus podem ser das seguintes cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, lilás, branco. A vestimenta da dança do ventre , embaixo dos sete véus, è preferencialmente de cor clara, suave. Originalmente a dança dos Sete Véus, por ser ritual, era dançada vestindo-se apenas os véus. Porém atualmente se usa por baixo uma roupa comum de dança do ventre, de preferência branca ou lilás, simbolizando a transmutação.

1º Véu: VERMELHO: O véu vermelho está associado a Marte e ao chakra base, sua retirada significa a vitória do amor cósmico e da confiança sobre a agressividade e a paixão. Entra-se com o véu vermelho, com movimentos fortes de véu e quadris, como batidas e shimies. Normalmente o véu vermelho mede 3 metros.

2º Véu: LARANJA: O véu laranja representa Júpiter e o chakra sexual, que dissolve o impulso dominador e dá vazão ao sentimento de proteção e ajuda ao próximo. O véu fica preso no quadril. Executa-se movimentos de shimies, oitos, redondos, o véu acompanha com movimentos na altura do chakra.

3º Véu: AMARELO: O véu amarelo representa o Sol e o chakra plexo solar , que elimina o orgulho e a vaidade excessiva, trazendo confiança, esperança e alegria. O véu amarelo fica cobrindo a barriga. O véu coordena com os movimentos de ondulações, oitos laterais, oitos com ondulações, redondo interno e redondo grande.

4º Véu: VERDE: O véu verde corresponde a Mercúrio e ao chakra cardíaco, que mostra a divisão e a indecisão sendo vencidas pelo equilíbrio entre os opostos. O véu pode ficar no bustie ou em um dos braços. Executa-se movimentos de busto e braços.

5º Véu: AZUL: Vênus e o chakra laríngeo é o véu azul, a qual revela que a dificuldade de expressão foi superada, em prol do bom relacionamento com os entes queridos. O véu pode ficar no pescoço ou no outro braço preso ao bracelete. Usa-se os véus verde e azul juntos com movimentos de cabeça.

6º Véu: LILÁS: O véu lilás, que representa Saturno e o chakra frontal, mostra a dissolução do excesso de rigor e seriedade, a conquista da consciência plena e o desenvolvimento da percepção sutil. O véu cobre o rosto como chador. Usa-se expressão de olhos, cabeça, tira o chador.

7º Véu: BRANCO: Finalmente a Lua e o chakra coronário estão associados à cor branca ou ao prateado ( a união de todas as cores). A queda do último véu mostra a imaginação transformada em pensamento criativo e pureza interior. O véu branco fica na cabeça como véu beduíno. A bailarina retira o véu e o utiliza com movimentos de giros, casulo.
Os véus são retirados lentamente durante a execução dos movimentos, alguns deles a bailarina somente retira, enquanto outros realiza movimentos mais elaborados. A música deverá ter duração média de 7 minutos. E deverá proporcionar as diferentes variações de movimentos.

A bailarina deve assumir uma personagem: a sacerdotisa em busca da sua verdade. O despertar de sua consciência, de sua força e poder, dentro do mais perfeito equilíbrio.

Abraço,
Kahina Mahin.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

VOLTA ÀS AULAS 2011

Aulas de dança do ventre

Escola Classe 306 norte: Início dia 10/02 de 19:30 às 20:30 e de 20:30 às 21:30 e
infantil dia 11/02 de 18:45 às 20:30

Escola Classe 113 norte: Início dia 14/02
Infantil iniciante 18:15 às 19:00 horas
Infantil intermediário 19:00ás 19:50 horas
Adulto 20:00 ás 20:50 horas

Escola Classe 115 norte: Início dia 14/02 de 21:00 às 22:00 horas.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

APRENDENDO UM POUCO MAIS SOBRE OS OBJETOS USADOS NA DANÇA


A Dança do Ventre possui diversas modalidades desde a tradicional que não utiliza nenhum objeto até outras variações nas quais se dança com objetos cênicos.
É o caso por exemplo da Dança com Véu, com Taças, com Espada, entre outras.
Confira abaixo as principais delas!
DANÇA COM BASTÃO OU BENGALA (RAKS EL ASSAYA)
Também conhecida como Dança do Bastão ou da Bengala, o Raks EI Assaya seria uma versão feminina para a dança Tahtib. Os movimentos na versão feminina são graciosos, delicados, onde as mulheres apenas manejam o bastão demonstrando suas habilidades com o objeto, usando-o também como uma “moldura” para mostrar o corpo durante a execução de seus movimentos.
DANÇA COM CANDELABRO (RAKS ELSHEMADAN)
Raks AI Shemadan é o nome egípcio para o que conhecemos como a Dança do Candelabro. Muito comum em festas de casamento ou aniversário, até hoje serve para celebrar a vida e a união entre as pessoas. Durante as comemorações de um casamento, por exemplo, a dançarina e suas velas simbolizam a luz que irá abrir e iluminar o caminho do novo casal. Muito comum no Egito, essa dança pode ter alguma relação com as tradições judaicas, que também tem o castiçal em sua simbologia. A proximidade dos países do Oriente Médio pode facilitar que traços culturais de povos diferentes se misturem, criando manifestações folclóricas cujas origens se tornem esquecidas no tempo, ou tenham explicações baseadas em “versões”.
DANÇA COM DERBAKE
Derbake é um instrumento de percussão. Enquanto o músico executa o solo desse instrumento, a bailarina acompanha as batidas da percussão com o corpo. O elemento coreográfico típico das danças para o Solo de Derbake é o shimie, acompanhado de movimentos de batida (solares e lunares).
DANÇA COM CIMITARRA (ESPADA)
Dança com várias versões para sua origem. A primeira seria que esta dança seria para homenagear a deusa Neit, mãe de Ra (deusa da guerra) que destruía os inimigos e abria os caminhos. Uma segunda versão conta que a dança com a cimitarra surgiu das tabernas ou casas de prostituição. Os soldados após um dia de luta, iriam descansar nesses lugares e as mulheres da casa pegavam suas espadas e dançavam, para sua diversão. Na terceira versão, deriva do Arjã, dança milenar que só era executada por homens, geralmente os velhos das aldeias, e simbolizava a vitória sobre os inimigos e a conquista de territórios. Com o passar do tempo, as mulheres incorporaram a cimitarra, espécie de espada com a ponta recurvada, às suas danças.
DANÇA COM DAFF (PANDEIRO)
O daff é um pandeiro árabe, que tem o som um pouco diferente do nosso pandeiro. Por ser pequeno e fácil de lidar, pode ser usado pela bailarina, assim como os snujs, para acompanhar a música. Os ritmos mais rápidos são perfeitos para serem acompanhadas pelas batidas do pandeiro no corpo da bailarina. As danças com instrumentos são sempre muito alegres e festivas.
DANÇA COM PUNHAL
Versão da dança com cimitarra. Quase nada se sabe sobre sua origem, mas alguns acreditam que, para os egípcios, era uma homenagem à Deusa Selkis, que simbolizava a morte e a transformação. Numa segunda versão, essa dança era realizada pela odalisca predileta do Sultão. Para mostrar seu poder às outras mulheres do Harém, ela tomava do Sultão seu punhal e dançava diante de todos. Com isso, ficava provado que ele tinha total confiança nela.
DANÇA COM SERPENTE
Essa dança tem em sua formação original a utilização de uma serpente de metal (muitas vezes de ouro), já que este animal era considerado sagrado e símbolo da sabedoria. Atualmente vê-se algumas dançarinas utilizando cobras de verdade para dar mais destaque à sua sensualidade e coragem. A presença da serpente, por ser considerada sagrada, era representada através dos adornos utilizados e pelo movimento do corpo.
DANÇA COM SNUJS
Snuj é um instrumento rítmico que serve, quando tocado pela bailarina, para acompanhar o ritmo da música e as batidas de sua dança. Os snujs, ou címbalos, são 4 pratilhos de metal presos nos polegares e dedos médios de ambas as mãos, que devem ser tocados leve e rapidamente, fazendo com que o som seja próximo ao de sinos de igreja. Pode ser tocado livremente, seguindo a música dançada, ou dentro da notação específica do ritmo em questão.
DANÇA COM TAÇAS
Também conhecida como Dança das Taças, deriva da Raks AI Shemadan. A bailarina dança com taças (ou pequenos castiçais) com velas, nas mãos. Durante a dança, as taças são equilibradas em partes do corpo da bailarina, como coxas, barriga, etc. Tem a mesma simbologia que a dança com o castiçal, sendo comumente vista em casamentos, batizados e aniversários, servindo para iluminar os caminhos dos homenageados. Esta versão não é considerada folclórica pelos povos do Oriente.
DANÇA COM VÉUS
O véu está presente em várias passagens de textos que falam sobre a dança dos povos do antigo Egito, por isso é previsível que este seja muito usado pelas bailarinas na atualidade. Quando se fala sobre a importância e o significado do véu, devemos lembrar que os movimentos na Dança do Ventre estão relacionados aos animais, às plantas, aos símbolos da mitologia egípcia e aos quatro elementos da natureza. Portanto, podemos relacionar o véu com o elemento ar (com os ventos que sopram do deserto). A dança dos sete véus tem sua origem bastante especulada: já foi associada à passagem bíblica onde Salomé pede a cabeça de João Batista. Atualmente, é muito comum ver a dança ser vinculada aos sete chakras corporais, onde cada véu teria a cor de um dos chakras, simbolizando sua transformação.

(fonte : www.coisinha-interessantes.blogspot.com.br)
by,
Madalena Oliveira


domingo, 26 de dezembro de 2010

Feliz Natal à todos!!!

Um novo ano está chegando. Ano novo, blog de cara nova... O novo visual do blog é crédito da Madalena Oliveira, que, como eu já disse aqui, também será responsável por esse blog daqui pra frente.
Então, muito obrigada, Madalena. A nova modelagem ficou show.

Bom... Queremos desejar a todos um feliz ano novo, boas festas, que o ano que vem venha repleto de alegrias, amigos, prosperidade, amor(es), paz, sucesso.. Enfim, esperamos que todos tenham seus sonhos realizados nesse novo ano que está chegando!

E claro.. Muita, muita dança, minha gente!!!

Um grande beijo a todas(os),
Kahina Mahin.


P.S:.. Percebi que não comentei aqui.. Mas eu, Ariadne Queiroz, escolhi como nome de dançarina "Kahina Mahin"... Kahina é mulçumano e Mahin é persa.. Formam "Princesa/guerreira lunar". Então sempre que estiver assinado "Kahina Mahin" podem saber que sou eu!
Grande abraço!

Mensagem da Professora

Apresentar-se como profissional exige experiência, malícia, improviso e o essencial, equilíbrio emocional. Para isso a aluna deverá passar por várias situações surpresas durante o curso. Fazer um solo, dançar uma música sem treino, improvisar uma coreografia, saber ouvir críticas e elogios de sua professora e colegas, enfim, se preparar com firmeza e determinação para enfrentar com graça e sabedoria o que se propõe.
Lembrem-se: "Para se chegar ao castelo, é preciso nadar pelo fosso"
Grande beijo a todas,
Professora Raquel Couto - Aicha.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Harém Noite de Ísis, Apresentação no Lions Club Guará e Arabian Night

Antes de começarmos a falar sobre essas três festas, gostaríamos de esclarecer porque ficamos tanto tempo sem atualizações aqui no blog. Tivemos problemas técnicos com o site do Blogger. Não era possível fazer postagens. Por esse mesmo motivo não foram colocadas aqui no blog informações sobre as nossas duas últimas festas.
Também já aproveito para avisar que com essa postagem eu, Ariadne Queiroz, me despeço da moderação do blog juntamente com a dança do ventre.
A Arabian Night serviu (também) de despedida para a Thais, uma de nossas alunas, que está indo embora de Brasília e para mim, por conta da faculdade.

Mas vamos ao que interessa.
O Harém Noite de Ísis foi uma festa que realizamos em novembro. Dessa vez, foi feita apenas para as turmas adultas.

A Arabian Night aconteceu no último sábado, 18 de dezembro, e foi o encerramento das
atividades da dança do ventre em 2010. Entramos em recesso e agora as aulas começam só em fevereiro de 2011.

Na Arabian Night fizemos a retrospectiva de danças, coreografias, que fizeram sucesso esse ano e até mesmo umas duas do ano passado, que fizeram muito sucesso.
Foi um grande show e fechamos o ano com chave de ouro.



Por último, mas não menos importante... Apenas para ficar registrado.
Eu, a Thereza e a, já citada, Thais fizemos em novembro uma apresentação no Lions Club Guará. Fomos muito bem recebidas e a apresentação ocorreu com tranquilidade.

Outros eventos que, por problemas com o site, não foram postados aqui:
  • Também em novembro fizemos uma apresentação na Faculdade CENACAP;
  • Em outubro a Turma Infantil mais uma vez se apresentou no Teatro Nacional (nossas meninas arrasaram!!!);
  • E no começo de dezembro houve a festa de encerramento das Turmas Infantis.


É isso.. Assim encerramos o ano de 2010.
Mas as postagens no blog continuarão sendo feitas. Informações sobre a dança, curiosidades, ritmos...

Como não mais estarei com o Grupo Olho de Hórus da Professora Raquel Couto, não postarei mais informações sobre os eventos, fotos e vídeos. Isso deixarei a cargo da Madalena Oliveira, aluna que entrou na metade desse ano na turma de iniciante da 115 norte.
Porém, continuarei por aqui cuidando de alguns detalhes e fazendo as postagens sobre a dança no geral (e não sobre a dança no grupo).

Abraço,
Kahina Mahin (Ariadne Queiroz).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Elas estão prontas? A importância do palco escola

Dando uma lida em alguns artigos polêmicos do blog da Luana Mello, bailarina e Campeã Brasileira de Dança Oriental, encontrei o texto abaixo.
O tema é interessantíssimo. Fala da importância de saber ser sincera com as alunas quanto à estarem prontas para se apresentarem para amigos numa festa organizada para isso mesmo (deixar a aluna sentir o palco, a emoção, etc) ou se apresentarem comercialmente.



"Por mais que façamos festinhas para nossas alunas, depois de um tempo elas estão novamente sedentas por palcos e públicos. A gente que vive de dança sabe que dançar é um vício. O palco escola é o melhor amigo da aluna, por que lá ela pode errar, escorregar, cair, dançar com medo, de cara fechada e tudo o mais! Lá é o 'palco da escola', mesmo que esse palco seja apenas um espacinho entre almofadas. Lá é um lugar seguro, terreno amigo, onde todos estão torcendo e mandando boas energias.

Mas a gente sabe que a realidade fora do palco escola não é bem essa. Semana passada fui assistir a mais uma noite árabe em um bar de São Paulo. O mesmo esquema de sempre, músicos e bailarinas profissionais, algumas já experientes e outras em começo de carreira. Mas me surpreendi quando no meio do show começam as apresentações de alunas e bailarinas amadoras. Um dos grupos que dançou lá, não devia ter mais que um ano de dança. Não mesmo.

Levar suas alunas pra dançar em eventos de Dança do Ventre é super bacana. As meninas precisam MUITO dessas vivências, mas levar suas alunas para dançar numa noite árabe em um bar paulistano é bacana? Na minha opinião não é. Se as professoras tivessem ouvido o que eu ouvi do público, teriam ficado arrasadas. Acontece que certas brincadeiras e piadinhas que os clientes fazem não chegam nos ouvidos dos acompanhantes e das professoras que estão lá inteiramente absorvidos em fotos e palavras de conforto. Como eu estava a paisana, ouvi e vi um monte de coisas absurdamente desagradáveis.

A gente sabe que o clima das festas árabes de Sampa não é dos melhores nem dos mais respeitosos, mas a profissional sabe onde está amarrando seu burro e sabe o preço que vai pagar pelo seu momento de fama. Só que as alunas não sabem, estão indo por que também querem seus minutinhos gloriosos e um espacinho ao sol. Mas nós temos a obrigação de freiar as vontades que ainda não devem ser realizadas.

Eu fiquei inconformada de ver alunas tão despreparadas sendo expostas dessa maneira. Elas não estavam prontas!!! Qualquer leigo via isso e por esse motivo elas foram alvos de risadas e chacotas. Essa atitude é uma imensa falta de ética e de responsabilidade por parte da escola e da professora. Ah e também por parte do bar, que desesperado por entretenimento, sai em busca de alvos baratos ou que abram mão do seu cachê.

Algumas das bailarinas convidadas também não tinham preparo para estar lá, entretendo uma noite. Será que as pessoas não se questionam antes de levar sua dança a um público comercial? O feitiço vira contra o feiticeiro e enquanto você acha que está divulgando seu trabalho, na verdade está denegrindo a sua imagem. Sim, é uma noite árabe, mas em um bar que também recebe muitas pessoas de fora do meio que acabam achando que Dança do Ventre é aquilo lá: meia dúzia de meninas evidentemente inseguras, muitas vezes mal maquiadas e produzidas, com roupas caricatas, que de vez em quando, por falta de experiência mostram suas calcinhas e erram as coreografias.

Num palco escola, protegidas enquanto precisam, elas seriam alvos de elogios por seu esforço e a insegurança seria apenas mais uma característica a ser melhorada. Num palco escola, qualquer erro é perdoável e os convidados sabem exatamente o que esperar. Num bar não...

Bar é lugar de profissional, que cobra seu preço, sabe o que está fazendo, sabe se portar, entretem o público com qualidade, elegância e apresenta uma boa dança. Cada macaco no seu galho. Pra que levar suas alunas num lugar desses se São Paulo está cheio de mostras e concursos de dança o ano inteiro??? Exibicionismo, inocência ou completa falta de noção? Não sei...

Sei que mais uma vez temos que lutar pela resposabilidade do profissional que deve zelar pelo bem estar e pela segurança física e emocional de cada uma de suas pupilas. Dar aula de dança não é essa patotagem sem nexo que acontece por aí. E você que está indo dançar em bares atrás da profissionalização, procure uma boa profissional que te oriente e aconselhe para que você saiba se está realmente pronta ou se ainda precisa de um tempo maior de maturação.

E só pra encerrar, como público que pagou couvert artístico e estava lá atrás de uma boa dança, eu digo: Não sou obrigada a sair da minha casa, pagar para ver Dança do Ventre e me deparar com alunas que mal sabem o que estão fazendo. Se você acha que só eu, a 'chata da Luana', que pensa assim, é por que também não costuma estar ligada nos comentários alheios. No seu próximo show, preste menos atenção às fotos e sonde o que andam falando de suas alunas ou de você."





Abraço,
Ariadne Queiroz.

O Chá Árabe

Olá, olá!
Nosso Chá Árabe foi realizado no dia 14 de agosto. Tudo ocorreu bem! Preparativos, roupas, tudo pronto à tempo... E então começou a festa.

Turmas infantis das E.C 306n e 113n e turmas adultas se apresentaram na noite do dia 14. Também houveram solos de algumas alunas das turmas adultas, além apresentações em dupla e em trio, também de alunas das turmas adultas.
Todas de parabéns.

As turmas infantis se apresentaram com véu e depois com bastão.
As turmas adultas se apresentaram com véu, bengala e, para encerrar com chave de ouro, uma dança com taças.

Ficaremos devendo as fotos e os vídeos por enquanto, estamos esperando para reunir tudo e postar aqui de uma só vez. Mas assim que tivermos todo o conteúdo em mãos, postaremos aqui no blog.

Agradecemos a quem ajudou na preparação da festa e a quem compareceu para prestigiar nossas meninas.


Abraço,
Ariadne Queiroz.